terça-feira, 3 de maio de 2011

Vaca

Hoje, uma história muito constrangedora...

Certa vez, indo pra casa depois de passar no shopping, peguei um ônibus que sempre está lotado, não importa o caminho que ele faça. Você já deve ter andado nele ou viu alguém desesperado correndo atrás: Terminal Capelinha. Entrei, me ajeitei e fiquei em frente a uma moça que estava sentada e que, gentilmente, pediu para segurar minha bolsa e sacolas. Mas, para entender melhor a vergonha que passei, preciso contar o que aconteceu uns dias antes.

Estava mexendo no meu celular, fuçando algumas funções e resolvi colocar foto em alguns dos contatos, um deles foi o do meu pai. Quando ele me ligasse, fotinho dele na tela. Até aí, ok. O que eu não sabia é que o toque da chamada dele também havia mudado... E eu só descobri isso no busão.

Voltando à cena, estava em pé, no sufoco diário do coletivo, quando um som estranho começa bem baixo... Ainda não tinha identificado que tipo era, mas não era um simples toque de celular. Aos poucos ele ficava mais alto até que descobrimos (sim, eu e o busão inteiro): som de VACA mugindo! HAHAHAHAHA. As pessoas começaram a se olhar não acreditando naquilo. Comecei a rir, me perguntando quem teve coragem de colocar um som de vaca como toque de celular. Daí, o inesperado! A mulher me cutuca e diz: “Moça, seu celular está vibrando!” Sim, o celular com toque de VACA era MEU!

MMÚÚÚÚÚÚÚÚ... Meu pai me ligando!









Fiquei vermelha de vergonha. Peguei o celular e minhas coisas e desci do busão. Não podia ficar ali nem mais um segundo.


*Pai, te amo (hahahaha)


segunda-feira, 28 de março de 2011

Linha verde sofre com superlotação

Rapidinhas

Saiu no jornal O Estado de São Paulo ontem: A última linha de metrô de São Paulo que ainda transportava seus passageiros de maneira decente sofre agora com a superlotação. Segundo a reportagem, a Linha 2- Verde já tem 6,5 passageiros de pé por metro quadrado em horário de pico, superando o nível máximo de desconforto adotado internacionalmente, de 6. A Linha 3 - Vermelha já apresenta, em alguns momentos, demanda superior a 10 pessoas por metro quadrado. Sardinha em lata mesmo.
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Foi inaugurada hoje a Estação Butantã, da Linha 4 - Amarela. A nova estação está localizada na Avenida Vital Brasil, esquina com a Rua Pirajussara, na zona oeste da capital paulista e funcionará, inicialmente, das 8 às 15 horas, de segunda a sexta-feira, incluindo feriados.
O metrô informa que o horário de funcionamento das estações da Linha 4 - Amarela deverão ser ampliados após a abertura da estação Pinheiros, prevista para ocorrer ainda este semestre.

sexta-feira, 25 de março de 2011

A borracha. Ou a chupeta.

Saí do trabalho para ir a uma consulta e a minha única alternativa era pegar um ônibus. Ainda no ponto, estava quase dormindo em pé, tamanho meu sono! Por sorte, o busão estava vazio e acabei sentando na frente mesmo. Cochilei naquelas ‘cadeirinhas solitárias’, sabe? Infelizmente, encostei a cabeça meio de lado no vidro (onde SEMPRE tem uma mancha de óleo de alguém que não lava o cabelo).

Agora, imaginem a cena: Como todo mundo que dorme no busão, acabei abrindo a boca. O problema é que tinha presas de vampiro na época (ridículo) e, para aliviar a mordida (disse que estava com muito sono), acomodei minha presa em uma borracha que tinha na bolsa (é, borracha de usar na escola)! Aquilo estava confortável demais, parecia estar dormindo na minha própria cama.

Mas quando acordei, me dei conta de como estava minha boca! Algumas pessoas estavam me olhando com tanto nojo que parecia que eu tinha acabado de comer uma barata... MORRI de vergonha. Fiquei uma semana imaginando qual tinha sido o trajeto daquela borracha que praticamente usei como chupeta.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Pessoas de Busão

Todo mundo que anda de ônibus tem uma história de vida. Às vezes engraçada, triste ou até mesmo encorajadora.
Hoje, damos início à coluna “Pessoas de Busão”. Funcionará assim: vamos escrever o perfil das pessoas que encontramos durante nosso trajeto no transporte público com base no que elas nos contam. Sem perguntas específicas e, por isso, as informações não são precisas. Antes de descer do ônibus/metrô/trem, pedimos autorização para publicar a história. A de hoje é linda!

Jô esperou que os dois filhos crescessem para ir estudar. Há três anos, entrou na faculdade de Direito e acredita que não poderia ser mais apaixonada pela profissão. Ela espera que os dois anos restantes passem bem lentamente, pois quer aproveitar cada momento de aprendizado.
Há pouco tempo, o filho mais novo começou a vomitar esporadicamente. Foi ao médico e fez exames específicos que não deram em nada. Os vômitos começaram a ficar mais freqüentes e ele começou a perder peso. Passaram por dezenas de médicos e Jô já não sabia mais o que fazer.
Um dia, perguntou para um médico se ele poderia solicitar uma ressonância magnética (as opções estavam ficando escassas). No dia do exame, o técnico a chamou de canto e disse que ela precisava correr. Explicou que o emprego dele estaria em risco por conta das informações que lhe passaria, mas sua experiência dizia que era o mais acertado a se fazer. O menino estava com um tumor muito grande no cérebro e corria risco de morte.
Jô, como toda mãe, não teve muito tempo para digerir a notícia. No caminho para casa, aos prantos, foi questionada pelo filho sobre o porquê daquelas lágrimas: Estou preocupada, pois ninguém sabe dizer o que você tem – foi o que ela se limitou a dizer.
O tumor foi confirmado e ele foi internado e operado às pressas. Durante as muitas horas de cirurgia, a médica vinha dizer os estágios da retirada e alertava Jô sobre as possíveis seqüelas: ele pode ficar cego, ele pode não andar ou falar, ele pode perder os movimentos.
Jô ficou forte para dar todo apoio possível para o filho, que ficou um tempo considerável no hospital. A filha mais velha – também estudante de direito – a ajudava em tudo. Fazia comida, mercado e insistia para que a mãe descansasse um pouco da rotina que levava no hospital. Mas Jô não abandonou o posto por nenhum motivo.
O filho ficou com seqüelas e perdeu os movimentos de um lado do corpo. Anda de cadeiras de roda e está reaprendendo a falar. A casa deve de receber adaptações. Mas a família só se fortaleceu.
Mesmo com todos os problemas, o filho de Jô está cursando a universidade e está prestes a conseguir seu primeiro emprego. Como ela conseguiu superar todas essas dificuldades? “Sempre tento ver a vida como a água. Se ela encontra uma pedra, pode ficar parada durante um tempo. Mas ela sempre encontra uma maneira de contorná-la e seguir seu caminho”

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Holla! Que tal¿

*Por Marcela Camargo

"Certa vez, voltando de metrô da rodoviária do Tietê, sentei-me ao lado de um gringo. Quer dizer, até então eu não sabia que ele era gringo.

Logo depois, entrou um senhor. O gringo, todo gentil, se levantou e perguntou, em espanhol, se ele queria sentar.

Senhor: No, no. Obrigado!

Gringo: Hablas español¿

Senhor: Si! Um ''pouquito''!

Gringo: Soy Miguel... PERUANO!

Senhor: Soy João... BAIANO!


Eu fiquei umas três estações rindo e eles continuaram a tentar se comunicar estranhamente... rs"



quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Ah, não! Esse não!

 *Por Lígia Fonseca

“Eu estava dentro do circular em Rio Claro, a caminho da rodoviária. Depois de apanhar um tanto para subir minha mala pela parte de trás do ônibus, volto para pagar o motorista, rodo a catraca e finalmente desabo no banco. Embora eu estivesse morta de cansaço, me preparava para enfrentar, mais uma vez, a ponte Bauru-Rio Claro, uma viagem que demora quase 3 horas para percorrer pouco menos de 200 km de pista dupla. Mas isso porque o trajeto inclui deliciosas parada em Brotas, Jaú e uma passadinha rápida em Pederneiras. Tudo para deixar a viagem prática!

Depois de me acomodar, eis que escuto uma conversa atrás de mim. Juro que não sou de prestar atenção no diálogo alheio, mas eles estavam conversando sem pudores e num volume considerável:

Ele: Quando eu tiver um filho, quero que se chame Júlio!
Ela: JÚLIO?!PQ JÚLIO?! (sim, gritando mesmo)
Ele: Ahh, sei la, acho um nome legal.
Ela: Júlio... hãn! Não sei com quem você pretende ter um filho chamado Júlio, porque comigo não vai ser...

Silêncio

Ela: Felipe?
Ele: Meu filho não vai ter nome de viadinho... Felipe não!

Silêncio

Ela: Vinícius?
Ele: (3 segundos pensando...) É... Vinícius é legal...
Silêncio

Ele: Mas se for mulher, quero que se chame Cassandra. (mano.. ele só podia estar brincando!!!)
Ela: CASSANDRA???????????????????? (MUITA GARGALHADA - da parte dela e eu quase
acompanhei)
Ele: (não lembro mais quais eram, mas ele falou mais uns 5 nomes, todos nomes antigos ou bem bregas). 
Ela só respondia: Não! Não! Nããão! Hmm, nããooo...
Ele: Marlene?
Ela: aiii... não gosto desses nomes aí com muito "ãrrrr"
Ele: Você tem que respeitar minhas opinião!! (sim, se ele falou brincando não sei, mas tinha esse erro de português ai mesmo). Não pode ser só os nomes que você gosta!!

Eis que o ônibus chega na rodoviária e para na plataforma. Neste momento, estava louca de curiosidade pra saber quem eram os pombinhos. Pensei: No mínimo devem ser aqueles adolescentes estilo Emo, fazendo declarações apaixonadas em publico. Mas assim que o ônibus parou, já fui levantando e dei uma encarada nos dois. Para minha surpresa, eles eram adultos, com jeito de universitários e, assim como eu, estavam indo para casa numa sexta feira!! Putz, que vergonha alheia!!

E não, ela não estava grávida!!
Ambos entraram no ônibus comigo pra Bauru, mas graças a Deus o lugar deles era mais pro fundo, onde provavelmente ficariam discutindo o acabamento da casa que pretendem morar um dia. Ou sei lá mais o que.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

De calcinha no busão

*Por Paula Miranda

"Era meu primeiro ano de faculdade, tinha acabado de conseguir meu primeiro estágio. Ainda era uma amadora na arte de pegar busão.

Certo dia, voltando do estágio, peguei o ônibus na Avenida Brigadeiro Luis Antônio com destino a Avenida Paulista, onde estudava. Eu, com a minha longa e bela saia hippie, entrei no ônibus correndo porque começava a garoar. Passei a catraca e sentei no banco do centro na última fileira.

Estava tranquila, na minha, ouvindo a chuva que começava a cair forte, quando um garoto todo serelepe começou a puxar papo comigo. Onde você estuda? Onde você trabalha? E todo aquele lenga-lenga.

Papo vai, papo vem e o tempo desabava lá fora. O céu estava tão escuro e as janelas tão embaçadas que mal dava para enxergar onde estava. Até que, de repente, a porta abriu e... MEUDEUSDOCÉU É O MEU PONTO! Subitamente levantei, tentando ainda dar um tchauzinho gracioso com as mãos para o garoto, mas nesse movimento, pisei na barra da minha longa saia azul que deslocou da minha cintura e desceu até o meu joelho.

Fiquei ali, de CALCINHA, dentro de um ônibus lotado, e pior, no ponto mais concorrido.

Minha auto-estima que até então se encontrava no status de “garota-se-sentindo-A-bela-porque-está-sendo-paquerada” para “minha filha, se mata!”

Esse momento durou uma eternidade. E para ajudar a acabar com a minha moral, o babaca que conversava comigo soltou um “Ueeeepaa!” (a la Rick Martin) E todas as pessoas ao redor riram de mim.

Nunca passei tanta vergonha da minha vida!

Bom, subi a saia mais que depressa, porém a minha honra já havia escorrido pelo bueiro! Enquanto descia a escada, uma dupla na minha frente comentava “Você viu a menina de calcinha?”. Juro, eu queria sumir!
O único consolo e que a minha calcinha não era de vó. Estejam preparadas para tudo, meninas."