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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Cena musical

E você aí achando que dança muito...

Quero ver você se exibir assim no metrô!







[Se você tem uma história de busão e quer compartilhar com a gente, manda para cenasdebusao@gmail.com!]

terça-feira, 19 de junho de 2012

Fone, pra que te quero?


Você já teve vontade de surtar no ônibus/metrô por causa de um ser que colocou o volume do celular lá no alto pra escutar uma música que só ele estava a fim de curtir? Tenho certeza que sim. Eu já passei por isso, veja como foi: O celular inglês.

Mas, a moça do vídeo abaixo teve um surto, digamos, especial... hahaha! Acho que o rapaz está tremendo até agora, assista:





Já presenciou uma cenas dessas? Conta pra gente!



* dica da Ana Carla Soler ;-)


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Quem fala o quer, vê o que não quer...



Essa aconteceu com meu marido.

“Vocês sabem como é horário de pico no metrô. Aquele povo que te empurra pra sair, empurra pra entrar e, principalmente, empurra porque quer ficar o mais próximo possível dos bancos para aproveitar qualquer oportunidade de pousar a carcaça cansada.

Eu estava voltando de uma entrevista de emprego e o vagão estava assim, lotado. Eu estava próximo a um assento preferencial ocupado por uma senhora e um moço que tinha, no máximo, 30 anos. Enquanto o bicho pegava, ele lia seu jornalzinho, sem sequer olhar em volta.

Percebendo a falta de sensibilidade do moço, uma senhora começou a criticar a atitude aos berros. Sabe aquele tipo barraqueira, que carrega um milhão de sacolas, tem as unhas do pé pintadas de azul petroleo cintilante e seus dedos abraçam o tamanco de madeira? (nada contra, mas é um tipo comum, não?)

- Eu acho um absurdo esses jovens que não respeitam a velhice. E o pior, finge que não tá vendo que o metrô tá lotado, com um monte de gente querendo sentar. Eu trabalhei o dia todo, tô cansada, já tenho quase 50 anos e tô aqui de pé...

Enquanto a mulher tagarelava e reclamava sem parar, o moço começou a dobrar o jornal. Com uma calma de outro mundo, ele pousou as páginas do periódico em seu colo e puxou a calça para que a barra ficasse quase na altura dos joelhos. O movimento evidenciou uma parte de sua perna mecânica.

Silêncio no vagão. Algumas pessoas levaram a mão a boca para esconder o riso iminete. A barraqueira ficou instantaneamente vermelha, virou o rosto e desceu logo que o vagão parou na estação.

O moço tornou a abrir o jornal, com um sorriso maroto e satisfeito no rosto.

Por dentro, eu gargalhava. Aquela cena era, ao mesmo tempo, bizarra, constrangedora e incrivelmente educativa! É. Quem fala o quer, vê o que não quer..."

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O celular inglês


Uma cena que, hoje em dia, é figurinha fácil nos busões da vida.

Indo para o trabalho um pouco atrasada (sim, as melhores cenas acontecem durante a semana, em que a possibilidade de você matar um é grande!), peguei um ônibus que me deixaria no meio do caminho, assim precisaria pegar outro. No primeiro foi "ok". No segundo foi o que o negócio apertou.

Detalhe para o busão que, infelizmente, tive que dar o sinal: Terminal Parque Dom Pedro. É, ali mesmo no centro de Sampa, perto da 25 de Março, onde tudo acontece, onde a metade da população do País (leia-se gente de TODO tipo) vai dar uma voltinha.

Ok, entro no "bendito" (vamos abençoar o transporte público, tenho fé que um dia ele melhore), passo pela catraca e ouço uma música. Não consegui distinguir qual, mas naquele momento minha preocupação era achar um lugar "bom" para ficar. Fui direto para o fundo, onde a concentração de encoxamento é menor. Instalei-me perto da porta, pois em alguns minutos iria descer. Pronto, esse minutos foram suficientes para que eu passasse uma das cenas mais bizarras da minha vida "busonística".

Importante: era mais ou menos NOVE horas da manhã. Nesse horário, algumas pessoas ainda estão dormindo no busão, com a boca aberta e com o cabelo cheio de óleo na janela, certo? Pois bem, um infeliz não! E era justamente ele que estava tocando a merda da música. Aliás, várias. Era uma mistura de NX Zero, com Gloria Gaynor (It's Raining Men), Cacinha Preta e por aí vai...

Quem me conhece sabe que, quando eu fico nervosa, faço a pior cara do mundo, que até o Fofão da Augusta ficaria com medo. Pois é, comecei a ficar irritada e a olhar para o rapaz com olhar fulminante, tipo: "Desliga essa joça AGORA!". Entre uma bufada e outra, não consegui me conter. Fui até ele e disse com o sangue nas bochechas:

- Você pode abaixar o volume do seu celular ou desligá-lo? Eu não sou obrigada a ouvir o que você quer!


Nessa hora, todos os que estavam perto me olharam com ar de surpresa e admiração. Contudo, dava pra ver no olhar o agradecimento pelo o que eu fiz, já que todos estavam de saco cheio e olhando pra ele de cara feia, mas NENHUM foi até ele pra falar alguma coisa.

Eis o ÁPICE da cena: ele começa a falar em inglês comigo!
- What? What? (colando o dedo no ouvido como se não estivesse entendendo o que eu estava falando)

Percebi na hora que era um inglês lá do Parque Dom Pedro mesmo porque ele só falava "what" e fazia gestos negativos. Daí, fiquei mais nervosa:
- Não adianta você falar em inglês comigo, viu? Você está vendo aquela placa ali (apontei para o aviso que diz: "É proibido o uso de aparelhos sonoros")? Então... Eu não vou gastar o meu inglês com você!

Ele ficou pasmo e continuou a me olhar. E o pior: não desligou a joça do celular!
Saco! Queria jogá-lo pela janela e deixar que o vento o levasse para a menina de "O Chamado".

Depois de uns 10 minutos, ele desliga o celular. Justamente na hora que eu descia do ônibus. ¬¬

Pensando bem depois, deveria ter conversado com ele em inglês só pra ele aprender o que a Gloria Gaynor tava cantando.


*Imagem do Flickr Estampas de Camisetas