Mostrando postagens com marcador Celular. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Celular. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de junho de 2012

Fone, pra que te quero?


Você já teve vontade de surtar no ônibus/metrô por causa de um ser que colocou o volume do celular lá no alto pra escutar uma música que só ele estava a fim de curtir? Tenho certeza que sim. Eu já passei por isso, veja como foi: O celular inglês.

Mas, a moça do vídeo abaixo teve um surto, digamos, especial... hahaha! Acho que o rapaz está tremendo até agora, assista:





Já presenciou uma cenas dessas? Conta pra gente!



* dica da Ana Carla Soler ;-)


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O cobrador e a babona


Acabei de lembrar de uma história bem engraçada e também bem constrangedora (como a maioria das cenas que se passam em um busão). Aconteceu com uma amiga, a Carla. Ops! Podia falar o nome? rs

Certo dia, logo pela manhã, Carla (muito brava) me chama no msn para me contar o que aconteceu no ônibus enquanto ia para o trabalho:

"Entrei no busão e, como muitos ônibus da zona sul, já estava cheio. O único lugar que estava vazio era o banco ao lado do cobrador. Bom, quando isso acontece quer dizer que ele pode conversar com você. A VIAGEM INTEIRA. E a minha não era curta, demorava mais de 1 hora. Mas ok, estava sentada e era isso que importava. Mas vou dizer que eu também não me importaria de ficar quietinha, encolhidinha no banco tirando um cochilho já que ainda era 7h da matina. E, como muitos dos meus colegas de buso, eu ainda estava dormindo.

Mas 'bendita' é a pessoa que senta perto do cobrador. Se você tiver sorte (ou azar, como preferir), terá um companheiro para dividir as emoções do transporte público de São Paulo. Eis que o cobrador começa a conversar comigo.

- Oi, tudo bem? Tá indo pro trabalho?

Essa hora eu já estava encostando minha cabeça na janela...

- Sim, estou.

- Trânsito, né?

- É, sempre.

- Onde você trabalha?

Pronto. Sinal de que ele quer mesmo conversar. Às SETE da manhã.

- Na Barra Funda.

- Nossa, que longe!

- É...

Nessa resposta, eu estava me ajeitando de novo no banco pra ver se ele percebia que eu não queria conversar, que eu queria apenas dormir.

- Será que vai chover hoje?

- Não sei.

- Está parecendo...

Interrompi!

- Moço, você me dá licença que eu vou dormir, tá? (imaginem um sorrisinho irônico no rosto)

Ele ficou me olhando...

- Ah, tudo bem, pode dormir.

Ah, falei mesmo! Não lembro que dia era, mas pelo meu humor acho que era uma segunda-feira.

Bom, agradeci e dormi. Dormi tanto que só acordei perto de descer. E assim que me recompus do sono, o cobrador vira pra mim e fala:

- Acordoooouuu! (oi?)

- É, e já vou descer... (quase fugindo)

- Ah, mas eu quero te mostrar uma coisa antes. Olha aqui meu celular... EU FILMEI VOCÊ DORMINDOOO!! Achei FOFO você quase babando e resolvi filmar pra te mostrar depois... olha!

Fiquei estática! Olhei pra ele sem acreditar no que estava acontecendo. Fiquei sem reação e saí disparada.

COMO ASSIM O COBRADOR ME FILMA DORMINDO NO BUSÃO? Fiquei com muita, muita raiva"



Quando a Carla me contou isso, CHOREI de rir. Que coisa mais bizarra, nem um simples cochilo dá pra tirar... Dó! hahahaha





*imagem Os Blogueteros

terça-feira, 3 de maio de 2011

Vaca

Hoje, uma história muito constrangedora...

Certa vez, indo pra casa depois de passar no shopping, peguei um ônibus que sempre está lotado, não importa o caminho que ele faça. Você já deve ter andado nele ou viu alguém desesperado correndo atrás: Terminal Capelinha. Entrei, me ajeitei e fiquei em frente a uma moça que estava sentada e que, gentilmente, pediu para segurar minha bolsa e sacolas. Mas, para entender melhor a vergonha que passei, preciso contar o que aconteceu uns dias antes.

Estava mexendo no meu celular, fuçando algumas funções e resolvi colocar foto em alguns dos contatos, um deles foi o do meu pai. Quando ele me ligasse, fotinho dele na tela. Até aí, ok. O que eu não sabia é que o toque da chamada dele também havia mudado... E eu só descobri isso no busão.

Voltando à cena, estava em pé, no sufoco diário do coletivo, quando um som estranho começa bem baixo... Ainda não tinha identificado que tipo era, mas não era um simples toque de celular. Aos poucos ele ficava mais alto até que descobrimos (sim, eu e o busão inteiro): som de VACA mugindo! HAHAHAHAHA. As pessoas começaram a se olhar não acreditando naquilo. Comecei a rir, me perguntando quem teve coragem de colocar um som de vaca como toque de celular. Daí, o inesperado! A mulher me cutuca e diz: “Moça, seu celular está vibrando!” Sim, o celular com toque de VACA era MEU!

MMÚÚÚÚÚÚÚÚ... Meu pai me ligando!









Fiquei vermelha de vergonha. Peguei o celular e minhas coisas e desci do busão. Não podia ficar ali nem mais um segundo.


*Pai, te amo (hahahaha)


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O celular inglês


Uma cena que, hoje em dia, é figurinha fácil nos busões da vida.

Indo para o trabalho um pouco atrasada (sim, as melhores cenas acontecem durante a semana, em que a possibilidade de você matar um é grande!), peguei um ônibus que me deixaria no meio do caminho, assim precisaria pegar outro. No primeiro foi "ok". No segundo foi o que o negócio apertou.

Detalhe para o busão que, infelizmente, tive que dar o sinal: Terminal Parque Dom Pedro. É, ali mesmo no centro de Sampa, perto da 25 de Março, onde tudo acontece, onde a metade da população do País (leia-se gente de TODO tipo) vai dar uma voltinha.

Ok, entro no "bendito" (vamos abençoar o transporte público, tenho fé que um dia ele melhore), passo pela catraca e ouço uma música. Não consegui distinguir qual, mas naquele momento minha preocupação era achar um lugar "bom" para ficar. Fui direto para o fundo, onde a concentração de encoxamento é menor. Instalei-me perto da porta, pois em alguns minutos iria descer. Pronto, esse minutos foram suficientes para que eu passasse uma das cenas mais bizarras da minha vida "busonística".

Importante: era mais ou menos NOVE horas da manhã. Nesse horário, algumas pessoas ainda estão dormindo no busão, com a boca aberta e com o cabelo cheio de óleo na janela, certo? Pois bem, um infeliz não! E era justamente ele que estava tocando a merda da música. Aliás, várias. Era uma mistura de NX Zero, com Gloria Gaynor (It's Raining Men), Cacinha Preta e por aí vai...

Quem me conhece sabe que, quando eu fico nervosa, faço a pior cara do mundo, que até o Fofão da Augusta ficaria com medo. Pois é, comecei a ficar irritada e a olhar para o rapaz com olhar fulminante, tipo: "Desliga essa joça AGORA!". Entre uma bufada e outra, não consegui me conter. Fui até ele e disse com o sangue nas bochechas:

- Você pode abaixar o volume do seu celular ou desligá-lo? Eu não sou obrigada a ouvir o que você quer!


Nessa hora, todos os que estavam perto me olharam com ar de surpresa e admiração. Contudo, dava pra ver no olhar o agradecimento pelo o que eu fiz, já que todos estavam de saco cheio e olhando pra ele de cara feia, mas NENHUM foi até ele pra falar alguma coisa.

Eis o ÁPICE da cena: ele começa a falar em inglês comigo!
- What? What? (colando o dedo no ouvido como se não estivesse entendendo o que eu estava falando)

Percebi na hora que era um inglês lá do Parque Dom Pedro mesmo porque ele só falava "what" e fazia gestos negativos. Daí, fiquei mais nervosa:
- Não adianta você falar em inglês comigo, viu? Você está vendo aquela placa ali (apontei para o aviso que diz: "É proibido o uso de aparelhos sonoros")? Então... Eu não vou gastar o meu inglês com você!

Ele ficou pasmo e continuou a me olhar. E o pior: não desligou a joça do celular!
Saco! Queria jogá-lo pela janela e deixar que o vento o levasse para a menina de "O Chamado".

Depois de uns 10 minutos, ele desliga o celular. Justamente na hora que eu descia do ônibus. ¬¬

Pensando bem depois, deveria ter conversado com ele em inglês só pra ele aprender o que a Gloria Gaynor tava cantando.


*Imagem do Flickr Estampas de Camisetas